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Em criança, Marina encontrou no desenho uma grande alegria, graças à tipografia do pai, que lhe fornecia um fluxo interminável de folhas de papel para o seu desenvolvimento artístico. A sua inspiração vem do mundo natural, encontrando beleza na simplicidade dos objetos do dia a dia. A coleção de Marina explora naturezas-mortas simples inspiradas na gastronomia e no mar, refletindo o seu ambiente no País Basco. Vivendo numa região onde a natureza e a gastronomia se entrelaçam, a arte de Marina é, sem dúvida, influenciada pelo meio que a rodeia e pela sua herança cultural.
Por trás da arte →

Obrigada! Em criança, estava sempre a desenhar. O meu pai tinha uma tipografia e costumava testar as máquinas com papel, o que fazia com que me chegassem toneladas dele. Ter tanto papel à minha disposição contribuiu mesmo para o meu amor pelo desenho e deu o pontapé de saída no meu percurso na arte.
Acho que a minha maior fonte de inspiração talvez seja a terra, com a sua beleza, abundância e generosidade. É um conceito amplo, e muitas vezes encontro estes aspetos em pequenas coisas do dia a dia, como uma peça de fruta, uma boa refeição ou a forma como a luz se reflete nos objetos.
Admiro tantos artistas que não consigo escolher apenas um. Não sou fã da figura do herói.
Na minha coleção mais recente, trabalhei em várias naturezas-mortas simples e em elementos relacionados sobretudo com a gastronomia e o mar.
O que me motiva a criar é a alegria que sinto quando estou sozinha no meu estúdio com os meus papéis e as minhas tintas. É um momento de que gosto profundamente. Desenhar liga-me a mim mesma e também me prende ao momento presente.
Desde muito pequena que a arte me entusiasmou. A minha família percebeu isso logo e incentivou esse interesse, o que me permitiu dedicar-me a este mundo. Por isso, para mim, significa lazer e trabalho ao mesmo tempo. Gosto imenso de visitar museus e exposições, enquanto ganho a vida com design gráfico e arte.
Um desafio para mim é que alguém goste do que faço; se isso ajudar a criar um sentimento positivo, consegui.
Gosto de manter uma certa estrutura, tanto no horário de trabalho como no tempo livre, para garantir que são horas de qualidade. Resulta bastante bem para mim concentrar-me nos objetivos do dia logo de manhã cedo. Enquanto bebo um café, pergunto-me muitas vezes: o que é importante? O que queres alcançar hoje?


É uma ferramenta incrível para as pessoas e as comunidades expressarem a sua cultura, as suas tradições e os seus valores. É como um reflexo de toda a experiência humana, que mostra como as nossas vidas são diversas e ricas.
E depois há a parte da comunicação. A arte torna-se uma linguagem universal que vai além das palavras. É impressionante como consegue transmitir emoções, ideias e mensagens de uma forma que as palavras sozinhas não conseguem igualar. Toca-nos fundo e liga as pessoas a um nível completamente diferente.
Além disso, a arte é um espelho que reflete o que se passa na nossa sociedade. Os artistas são como comentadores culturais.
Vivo no País Basco, onde a natureza é abundante e a gastronomia tem um papel importante. Aqui, tudo se decide e se discute à volta de uma mesa; é algo cultural, profundamente enraizado no nosso ADN. Por isso, acredito que o sítio onde vivo influencia a minha arte.
A minha altura preferida para criar é a meio da manhã. É depois de tomar o pequeno-almoço e de dar um passeio revigorante com o meu cão. É aí que me sinto mais inspirada e pronta para mergulhar no meu processo criativo.
Vejo que as minhas pinturas podem ajudar a tornar o ambiente mais leve, acrescentando um toque de cor, simpatia e, simplesmente, uma vibe descontraída ao espaço.
Quando não estou mergulhada no meu trabalho criativo, gosto de prazeres simples, como passear o meu cão e explorar a beleza da natureza, seja na montanha ou junto ao mar. Também gosto de experimentar restaurantes novos e, acima de tudo, de passar tempo de qualidade com a minha família.
Em nossa casa, estamos muito empenhados em cuidar do planeta, por isso fazemos um esforço consciente para reduzir o nosso consumo, sobretudo de coisas não essenciais potencialmente prejudiciais para o ambiente.
A minha obsessão atual é fazer as coisas o melhor que consigo, sobretudo no que diz respeito ao que mais amo, que é a minha família e o mundo em que vivemos. Muitas vezes, ajuda-me pensar na natureza efémera da vida como uma ferramenta para melhorar e para valorizar o que tenho em cada momento.
Sempre tive uma ligação especial com os animais; são uma das coisas de que mais gosto. Os meus pais dizem-me sempre que tenho uma ligação forte com eles desde criança.
Tenho sempre alguma coisa em mente, algo para desenhar, algum projeto de cerâmica... Há muitas coisas na minha cabeça; depois, logo se vê o que se concretiza e o que não, o que funciona e o que não.
Obrigado, Marina!
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