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Silja-Marie Kentsdottir é uma realizadora que ficou obcecada por pintar montanhas. O que a move é criar obras cheias de cor, normalmente com motivos de montanhas, inspiradas na casa onde cresceu, no norte da Islândia. Silja-Marie enche as suas criações de alegria e energia positiva, combinando cuidadosamente diferentes cores para alcançar a harmonia. O seu objetivo é transmitir uma sensação de tranquilidade nas suas pinturas, refletindo o efeito calmante que as montanhas islandesas têm sobre ela. "As montanhas são muitas vezes retratadas como algo avassalador e quase ameaçador. Para mim, olhar para elas é calmante. Simplesmente pinto-as menos macho."
Por trás da arte →
Estou ótima! A minha estação preferida chegou. Adoro o outono :)
Sempre adorei pintar e expressar-me visualmente. Ainda assim, só durante a minha primeira licença parental é que decidi sonhar em grande e comecei a mostrar as minhas pinturas ao público no Instagram e a candidatar-me a exposições. Nessa altura, também comecei a encontrar o meu próprio estilo e percebi que queria pintar montanhas abstratas e coloridas.
A minha principal inspiração é o norte da Islândia. Sou meio islandesa, por isso vou lá todos os anos visitar a minha família e a nossa antiga casa de família. Fica junto a uma montanha, rodeada de uma natureza magnífica e com vistas deslumbrantes para o oceano. Passei lá a infância e sonho voltar a viver lá. Adoro estar perto das montanhas e tê-las à minha volta para as poder contemplar.
Há tantos artistas que me inspiram, sobretudo mulheres que pintam com paixão e emoção, e não com a cabeça. Adoro ver pinturas que despertam emoções em nós.


"Pinto montanhas menos macho". A minha coleção mais recente são montanhas coloridas que te fazem sentir em paz. Para mim, as montanhas não são coisas enormes e assustadoras que eu queira escalar (na verdade, até tenho um bocadinho de medo das alturas). São amigas inabaláveis que estão sempre lá para ti. Cheias de combinações de cores suficientemente fortes para dominarem a parede sozinhas.
Motiva-me nunca parar de experimentar e de desenvolver novas criações. Adoro experimentar com cores e estou sempre a testar novas combinações. Isso faz-me continuar a evoluir, e preciso disso para que tudo continue a ser divertido.
Acho que a arte existe quando uma sociedade está bem. Mas pode ser uma expressão tanto do bom como do mau. Para mim, a arte é uma atividade que me faz sentir bem e criar é pura alegria. É o meu lugar feliz e dá-me energia para enfrentar a vida.
Tenho a minha própria produtora de cinema há alguns anos. Poder decidir o que faço com o meu tempo foi a solução para ter tempo para pintar. Também tenho dois filhos e estive muito tempo de licença parental, e adoro pintar durante esse período.
Uma sociedade está bem se houver espaço para a arte e a cultura. Isso significa que nós, as pessoas, temos a possibilidade de criar para viver e de usufruir do trabalho criativo. Acho que todas as sociedades deviam ambicionar isso: deixar as pessoas continuarem criativas e expressarem o que quiserem na sua arte.


Vivo em Estocolmo, mas não tenciono ficar. Sonho viver na Islândia ou no campo.
Adoro o meu estúdio atual em Estocolmo, com uma luz fantástica, uma decoração acolhedora e a companhia de outras almas criativas. Ajuda sentir a energia certa no sítio onde crias.
Nunca tinha pensado nisso! Quando entro no flow, é difícil parar, mesmo que o sol esteja a pôr-se e a luz esteja a piorar.
Acho que ficam lindas por cima de um sofá aconchegante ou da cama! Dão à divisão um ambiente acolhedor e uma sensação de conforto. Mas também são "arte versátil", que funciona bem tanto no quarto das crianças como na cozinha.
Adoro nadar, escalar e estar ao ar livre na natureza. Também gosto de passar tempo em feiras da ladra e lojas de segunda mão. Comprar decoração e sonhar com uma casa. E, claro, estar com a minha família e os meus amigos.
Além de pintar? Adoro ver programas de televisão sobre construção de casas e decoração. É uma sensação tão aconchegante sentar-me no sofá numa noite de outono, quando os miúdos já adormeceram.
Consigo reconhecer uma pessoa famosa a uma grande distância.
Annie's song de John Denver.
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